Quem se preocupa com os cuidados em relação à pele sempre surge com uma dúvida: o peeling é perigoso? Apesar de ser um procedimento consagrado para renovar a saúde dermatológica, o sucesso depende inteiramente da capacitação de quem está realizando o método. O peeling exige conhecimento profundo da fisiologia da pele para render os resultados positivos esperados.
Há peelings de vários tipos, desde os físicos (como o de cristal ou diamante) até os químicos (ácidos), variando também na profundidade (superficial, médio e profundo). Por isso, os riscos não são iguais para todos, sendo maiores conforme a agressividade da técnica.
Neste artigo, você vai entender quais são as possíveis complicações e, principalmente, como evitá-las.
O que é o peeling e como ele age?
Primeiramente, é fundamental entender o mecanismo de ação. O peeling é um tratamento estético que promove a renovação celular a partir de uma agressão controlada. Ele ajuda a diminuir rugas finas, cicatrizes de acne, manchas de sol e melasma.
Essa é considerada uma técnica não cirúrgica. O que se faz é esfoliar ou aplicar ácidos na pele para remover as camadas danificadas (epiderme e, em alguns casos, parte da derme). Com o passar dos dias, uma nova camada de pele regenerada surge, com textura mais lisa, cor mais uniforme e maior firmeza.
Esse efeito positivo acontece porque o processo inflamatório controlado do peeling estimula a produção de colágeno e elastina.
Porém, o segredo está na palavra “controlada”. No peeling químico, são utilizadas substâncias ácidas que podem atingir a pele de forma superficial, média ou profunda. Se esse controle for perdido, surgem os riscos.
Quais são os reais riscos dos peelings?
O procedimento é seguro, desde que realizado com o protocolo correto e a substância adequada para o fototipo (cor) e o tipo de pele do paciente.
Em geral, quanto mais profundo o peeling (como os de Fenol, por exemplo), maiores os riscos e o tempo de recuperação. Abaixo, detalhamos as principais complicações que podem ocorrer.
Hiperpigmentação (Manchas)
O risco mais comum, especialmente no Brasil (onde a incidência solar é alta e há muita miscigenação), é o chamado efeito rebote ou hiperpigmentação pós-inflamatória.
Isso acontece quando a pele agredida pelo ácido, ao cicatrizar, produz melanina em excesso como forma de defesa, criando manchas escuras. As causas principais são:
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Exposição solar sem proteção adequada após o procedimento;
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Falta de preparo da pele antes do procedimento (o uso de despigmentantes prévios é essencial em fototipos mais altos);
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Arrancar as “casquinhas” da descamação antes da hora.
Infecções Bacterianas e Virais
No peeling, a barreira de proteção da pele é temporariamente removida. Portanto, ela fica exposta.
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Reativação de Herpes: Esse é um risco frequente. O trauma do peeling pode “acordar” o vírus da herpes labial em quem já possui o vírus. Por isso, profissionais experientes costumam prescrever antivirais preventivos antes de peelings médios e profundos.
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Infecções bacterianas: Se o local onde você realizar o peeling não for higienizado ou se o paciente tocar o rosto com as mãos sujas durante a descamação, pode haver infecção, exigindo uso de antibióticos e podendo deixar cicatrizes.
Queimaduras Excessivas
Tecnicamente, o peeling químico é uma queimadura química controlada. O risco existe quando essa queimadura ultrapassa a profundidade planejada.
Isso pode ocorrer por erro na escolha do ácido, na concentração ou no tempo de permanência do produto na pele.
Uma queimadura mais profunda do que o planejado pode resultar em:
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Vermelhidão persistente (eritema) por meses;
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Hipopigmentação (manchas brancas permanentes onde a pele perdeu a capacidade de produzir cor);
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Alteração na textura da pele.
Cicatrizes e Queloides
Embora raro em peelings superficiais, o risco de cicatrizes inestéticas e queloides aumenta consideravelmente em peelings médios e profundos.
O queloide é uma cicatrização exagerada e desordenada. Pessoas com predisposição genética ou com peles mais escuras (fototipos altos) têm maior risco. O profissional deve investigar o histórico de cicatrização do paciente na anamnese. Áreas como o pescoço e colo são mais propensas a cicatrizes ruins do que o rosto, exigindo cautela redobrada.
Toxicidade Sistêmica
Este é um risco específico de peelings profundos, como o de Fenol. O fenol é cardiotóxico e nefrotóxico se absorvido rapidamente em grandes quantidades. Por isso, peelings profundos de fenol exigem monitoramento cardíaco e hidratação rigorosa durante a aplicação, devendo ser realizados em ambiente preparado para tal.
Como fazer um peeling seguro?
Os riscos citados acima geralmente têm uma causa em comum: falha na avaliação do paciente ou execução técnica inadequada.
Embora muitos peelings sejam superficiais, eles lidam com ácidos potentes. Para garantir sua segurança:
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Verifique a qualificação do profissional: Certifique-se de que ele tem experiência com a substância que vai utilizar;
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Preparação da pele: Um bom profissional indicará o uso de cremes preparatórios de 15 a 30 dias antes do procedimento para “acostumar” a pele e inibir a produção excessiva de pigmento;
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Fotoproteção: O uso de filtro solar de alta proteção é inegociável após qualquer peeling;
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Histórico de saúde: Informe se você tem herpes, se toma medicamentos (como isotretinoína) ou se tem tendência a queloides.
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